Todos reunidos para o 4 de Julho

Todos reunidos para o 4 de Julho

Será que dá para fazer amigos em um mês?
Muitos vão dizer que não. Amizade é uma relação que toma algum tempo e intimidade. Talvez. Mas talvez não.
 
Não sei, mas a impressão é que eu já fiz alguns bons amigos aqui em Washington. Claro que não foram 10, foram um, ou dois, quem sabe três, no máximo quatro. Mas com um mês de convivência, quase que diária, o meu sentimento por algumas pessoas já é bastante especial. Na hora em que você está triste, eles têm um lenco para acudir as suas lágrimas, que eventualmente caem, e também dizem as palavras certas para aquele momento. Também lhe escutam mesmo que em uma mistura de línguas, que não é espanhol, nem inglês nem português. E aos poucos vão fazendo o seu coração, apertado de saudade, ficar mais tranquilo, seja com um abraço apertado, uma risada gostada ou uma piada sem graça. 
 
E de repente você vê que também já virou amiga de alguns deles. Eu não sou mais uma desconhecida. De uma hora para outra você dá conselhos amorosos e pessoais, ouve alguns lamentos e preenche o dia daquela pessoa com bons momentos. E até faz falta as vezes.
 
E isso tudo é tão gratificante. Faz a minha viagem ter mais cores, e a vida também. No final é exatamente como diz a música, “bendito encontro na vida, amigo”. E eu espero que não seja coisa da minha cabeça e conseguir manter boas amizades desse período.
 
Pois é, com isso vai um abraço a todos os meus amigos queridos, que estão me fazendo tanta falta nesse verão americano. Todos os dias vejo uma pessoa parecida com painho e dá vontade de ir correndo abraçar, mas ai não pode ser, fico triste. Escuto mainha me chamando e olho para trás tão feliz, mas não tem ninguém. Todos já escutaram sobre Thiago, e já até querem fazer piadas com ele quando ele chegar. As questões de engenharia e muitas outras coisas mais, me lembram Renato, fico imaginando ele me imitando e me pego rindo sozinha. 
 
As vezes encontro um lugar bonito e me lembro de Karime, Indira, Raíssa, Déborah para sentar e ficar conversando. Vejo um japa e lembro de Motoka, uma girafinha ai vem Danilo, os indianos e conto a todos que tenho uma amiga indiana, as partituras me lembram Marc. Fico contando histórias sobre Victor e sua inteligência, Marina e sua organizacão. Saudade de encontrar Mariana e Natália por acaso na faculdade ou marcar um cinema.
 
A tv é uma saudade eterna. Vejo um assunto que dava uma matéria e lembro de todos, e as vezes as cinco da tarde fico imaginando a loucura da redacão. Sera que algum dos entrevistados faltou, tomara que não. Os Scripts devem estar sendo entregues, loucura eu sei. Mas até das músicas bregas e os gritos e brigas de Bruno eu to sentindo falta. E o clipping, que saudaaaaaaaaade, e das conversar das meninas lá na procuradoria.
 
Vou ficando por aqui, porque se for ficar citando tudo que faz falta, não vou parar.
 
Beijos a todos. Saudades.

Aí vão algumas fotos.

Eu e María no picnique do 4 de Julho Eu e María no picnique do 4 de Julho
As cocotas! As cocotas!
Adrianito

Adrianito

A gente vive em uma casa com todo o conforto que se pode imaginar e nem sabe. Tá certo, eu ainda estou muito confortável, viagem bancada pelos pais e sem muita preocupação como filhos e responsabilidades gigantes. Mas aos poucos a gente vai experimentando os afazeres diários da vida.

Já emagreci uns dois quilos. Isso tudo, por causa da preguiça de cozinhar, da consciência pesada de não gastar tanto e do enjôo dos mesmos pães que faço diariamente. Mas como nem tudo na vida tem conserto, e tem que dar um jeito de se acostumar, lá vou eu enfrentar esse lado da viagem.

Então, lá vai Carolina fazer compras na segunda a noite. Chego no supermercado e não encontro nada, simplesmente além de tudo ser diferente do que é no Brasil, eu ainda não tive tantas experiências de feiras, então tudo complicado. Aos poucos vou me ambientando e não sei bem se o que eu pego é saudável ou vale a pena, mas me parece bonitinho… Esse é o sentido mais utilizado.

Na última sexta fui comprar sabão para lavar roupa, que desastre! Eu simplesmente não sabia o que comprar, tive que ligar para umas duas pessoas para pedir uma dica. Depois disso e de também pedir dicas para pessoas não muitos felizes pelos corredores do supermercado, não sabia como encontrar o amaciante. Qual a diferença do sabão e do amaciante? Eu não sabia, até que identifiquei um ursinho na embalagem de um sabão e pensei, “Acho que esse deve ser, ele parece macio”. E no final era mesmo.

Comédia mesmo foi lavar a roupa no sábado de manhã! Eu acordo cedo toda animada a melhorar minhas condições de vida e desco até a lavanderia com todas as roupas e sigo as instruções da minha colega de casa, exatamente como ela havia dito no dia anterior. Tudo feito subo e vou arrumar meu quarto, organizar as roupas direitinho, de acordo com o estilo de cada uma (detalhe é que já está tudo bagunçado). Até que eu desco para ver se tudo foi bem. Abro a máquina e penso “Ué, nem foi tão difícil, estou orgulhosa de mim mesma”. Mas dois segundos depois eu lembro que não havia colocado o sabão, tão difícil de comprar no dia anterior, junto com as roupas. Então, vamos fazer tudo mais uma vez. Me desculpe planeta pelo gasto de água. Estou aprendendo.

Outro episódio triiiiste. Lá estou eu fazendo brigadeiro para os meus amigos do Panamá, muito queridos, que me abrigaram por quatro dia em sua casa sem ao menos me conhecer. Comprei os ingrediente e tudo mais e vou para a cozinha. Não deve ser muito difícil, já fiz isso um milhão de vezes, e essa receita eu seu fazer. Não sabia o quanto eu estava enganada. Não me toquei que os ingredientes eram diferentes. Comecei a notar que não estava tudo bem quando o brigadeiro não desprendia da panela e depois veio um cheiro leve de queimado. Tive que desligar o fogo. O brigadeiro saiu da panela como uma papa. Isso não está legal, pensei. Mas vamos lá, eu tenho que oferecer. Eles adoraram. Ufaa ainda bem!!

Ainda tenho outras histórias, bestas. Como a vez que coloquei o sorvete na geladeira e o morango no congelador. A combinação não foi muito legal não. Mas tá bom de malhar de mim por hoje!!

Beijos a todos e muuuuitas saudades!

Carol

Tango no meio de Washington

Tango no meio de Washington

Depois de uma semana muito tumultuada, sem falar de tensa, aqui estou eu de volta!!

“Washington is the shit!!” diria um amigo que fiz aqui, panameno. “Tudo aqui é surreal” diria outro brasileiro. E é isso tudo mesmo! Uma mistura de tanta culturas, pessoas, monumentos, história, museus, artes, diversão, que me fizeram me apaixonar até bem rápido por essa cidade.

Aqui se encontra pessoas dançanco tango no meio de uma praça em pleno domingo a tarde, com um bela vista do pôr-de-sol. Também uma cidade que é como um xadrez, toda quadrada e marcada com números e letras. Dizem que em dias muito movimentados, a orientação das ruas muda, vai entender como funciona. Aqui não se pode comer no metrô ou beber na rua e quando dá hora de encerrar, seja um concerto ou uma festa, te expulsam mesmo sem piedade, e não adianta dar uma de brasileiro querendo a saideira. No museu de ar e espaço, só um reles parágrafo de Santos Dumont, e quase que dois brasileiros juntos não conseguem encontrá-lo, de tão escondido. Aqui falam mais espanhol do que inglês, e quem não tem nenhuma desses idiomas como língua materna, se confunde todo. 

 No mais, eu estou bem! E como não estaria? Estou adorando esse momento e procurando curtir o máximo, mergulhando no dia a dia dessa cidade, que já me encanta.

Beijos a todos!

“Quanto mais se perdia em bairros desconhecidos de cidades distantes, melhor compreendia as outras cidades que  havia atravessado para chegar até lá e reconstituía as etapas de suas viagens e aprendia a conhecer o porto de onde havia zarpado, e os lugares familiares de sua juventude, e os arredores de casa, e uma pracinha de veneza em que corria quando criança “

Trecho do livro ”As cidades invisíveis” que a minha querida amiga Indira me mandou!

 

 

Visitando o Capitólio.

Visitando o Capitólio.

Washington, CHEGUEI!!

Depois de umas 14 horas entre aviões e aeroportos, cheguei em Washington ontem de madrugada.

Hoje, já descansada e devidamente alimentada, peguei minha chinela, coloquei uma blusa bem confortável e fui reconhecer o local. A descoberta foi a melhor possível: a cidade é linda, os prédios deslumbrantes e os monumentos incríveis.

No ínicio da jornada me perdi e acabei achando uma igreja e indo pra missa. Descobri que é bem diferente das missas no Brasil, o padre passa mais tempo fazendo o sermão e a comunhão é com pão e vinho. Aprendi uns hinos religiosos lindos também. Parecia um peixe fora da água, mas foi muito bom passar um tempo com Deus.

Com a alma mais tranquila, voltei à minha aventura. Achei o caminho certo e segui conhecendo muitos locais bonitos e tentando me adaptar ao ritmo da cidade. Andei, andei e andei e por acaso cheguei à ChinaTown! Tudo em chinês e muitas pessoas de olhinhos puxados passando pra lá e pra cá. Tudo muito lindo.

Foi só virar em uma rua que encontrei a 7th Street, cheia de restaurantes tipicamente americanos e também mexicanos. Adorei a rua, cheia de vida e sabor. Dei uma parada básica no McDonald’s e segui viagem. Ia me guiando por onde parecia mais bonito e pelos mapas nas ruas.

Até que cheguei no Capitólio (foto) – sede do congresso americano e também o marco zero da cidade, lançado pelo Presidente George Washington, em 1793. Como dá pra ver o prédio é lindo, pena que não dê para entrar. A visão de lá também é muito bonita, cheio de parques.

Passei um tempo apreciando local e depois fui pros complexos dos museus. Não entrei em nenhum (ainda) mas parecem ser maravilhosos. Nos parques, pelo caminho, várias pessoas praticando esportes (dava uma ótima matéria para esporte…) , quem sabe próximo fimde semana não estarei lá também!

Fui até perto da Casa Branca, mas estava tão cansada que decidi voltar ao hotel, até porque os pés também não iam deixar ir até muito longe… De volta ao hotel e depois de um bom banho para acalmar as pernas estou aqui iniciando as postagens nesse blog que vai contar todas as minhas aventuras aqui em Washington, e serão muuuitas!!

Carol Almeida

Ao todo foram 5,9 milhas. Dá pra tu?

Ao todo foram 5,9 milhas. Dá pra tu?

 Aqui vão algumas fotos do passeio:

A igreja que achei por acaso

A igreja que achei por acaso Momento descontração Parece que a Caern chegou aqui... eheh

 

Praças muito agradáveis.

Praças muito agradáveis.

Chinatown!

Chinatown!

Pessoas praticando esporte com a vista do Capitólio.

Pessoas praticando esporte com a vista do Capitólio.

Obelisco.

Obelisco.

Estou adorando!!

Estou adorando!!